Europa

Berlim, o caldeirão cultural

Berlim é a capital e um dos dezesseis estados da Alemanha. Com uma população de 3,5 milhões, é a maior cidade do país, além de ser a segunda mais populosa e a sétima área urbana mais povoada da União Europeia. Localizada na grande planície europeia, Berlim é influenciada por um clima temperado sazonal. Cerca de um terço da área da cidade é composta por florestas, parques, jardins, rios e lagos.
 
É uma cidade global e um dos mais influentes centros mundiais de cultura, política, mídia e ciência. Sua economia é baseada principalmente no setor de serviços, abrangendo uma variada gama de indústrias criativas, corporações de mídia e locais de convenções.
 
Berlim também serve como um hub continental para o transporte aéreo e ferroviário, é um destino turístico popular, sediando algumas das mais importantes universidades, eventos esportivos, orquestras e museus.
 
O rápido desenvolvimento da metrópole atraiu uma reputação internacional aos seus festivais, arquitetura contemporânea e vida noturna, sendo moradia para pessoas de 180 nações diferentes.

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Berlim, o caldeirão culturalAeroporto e metrô

Chegamos a Berlim em uma tarde de domingo, depois de embarcar pela TAP na tarde anterior em Salvador e fazer conexão em Lisboa. Do aeroporto ao Tryp Berlin Mitte Hotel fomos de metrô. O hotel, confortável e muito bem localizado, custou a bagatela de 70 euros por noite (via Hoteis.com), confirmando que Berlim é uma cidade de baixo custo se comparada a outras capitais europeias.

Portão de Brandenburgo

O clima frio, com média de 8 °C e chuvisco, prejudicou um pouco as caminhadas, mas não nos intimidou. Para começar, no fim da tarde, fomos visitar uma das principais atrações da cidade, o belo e monumental Portão de Brandenburgo, que era um dos acessos a Berlim há séculos atrás, quando a cidade ainda era pequena e circundada por um muro, numa espécie de fortaleza.


Portão de Brandenburgo (Foto: Jorge Santana/Acervo pessoal)


Reichtag - Parlamento Alemão

Hoje é provavelmente o cartão-postal mais famoso da capital alemã, localizado na Pariser Platz, no bairro central Mitte. A poucos metros do Portão de Brandenburgo encontra-se o Reichtag, um prédio de dimensões monumentais que abriga o parlamento alemão. A cúpula e o terraço do prédio do Reichtag são abertos à visitação, mas é necessária inscrição prévia online através deste link (pelo menos 03 dias de antecedência).
Berlim, o caldeirão cultural
Vista noturna do Parlamento Alemão (Foto: Jorge Santana/Acervo pessoal)

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Unter den Linden

O segundo dia foi de sol e favoreceu a caminhada pela Unter den Linden, uma das avenidas mais famosas de Berlim, cujo passeio é programa obrigatório. Ao longo dela, que se estende deste a Pariser Platz (onde está o Portão de Brandemburgo) até a ponte Schlossbrücke, encontram-se diversas atrações, como a Ópera de Berlim, a Universidade Humboldt e o prédio Zeughaus, que abriga o Museu Histórico Alemão.

Berlim, o caldeirão culturalIlha dos Museus e Catedral de Berlim

Após a ponte Schlossbrücke fica a Ilha dos Museus e logo na chegada desponta a magnífica Catedral de Berlim, na praça Lustgarten. Também de frente para a praça encontra-se o primeiro dos cinco museus da Ilha, o Museu Antigo.
 
Outros quatro mundialmente renomados estão ali perto: o Museu Novo, que abriga o busto da rainha egípcia Nefertiti; o Museu Pergamon, o mais visitado deles; a Galeria Nacional Antiga, que exibe principalmente pinturas do Impressionismo, Romantismo, Neoclassicismo, Biedermeier e início do Modernismo; e o Museu Bode que exibe uma coleção de esculturas, Arte Bizantina e uma grande coleção de moedas.
 
Merece destaque a excelência dos equipamentos museológicos da cidade: eles retratam com maestria o recorte dos temas e produzem um diálogo incrível entre acervo, tecnologias, passado e futuro.

Vista do domo da Catedral de Berlim (Foto: Jorge Santana/Acervo pessoal)
 
Mais do que museus ou memoriais, eles são equipamentos que produzem um mergulho e até mesmo um choque, como é o caso do incrível "Memorial do Holocausto". É impossível não sair dali com inúmeras interrogações sobre esse trágico episódio da história recente da humanidade.

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Praças

Seguimos visitando a Gendarmenmarkt, uma praça considerada por muitos como a mais bonita da cidade. Ela é composta por três belos e harmoniosos edifícios: a Casa de Concertos no centro e as Catedrais Francesa e Alemã, que são praticamente idênticas e que ficam uma de cada lado da Casa de Concertos, de frente uma para a outra. Ao redor da praça existem muitas lojas, restaurantes e hotéis.
 
Em seguida fomos à Alexanderplatz, uma praça grande e movimentada, onde se localiza uma das principais estações de metrô da cidade, além de ser também um local com muitas opções para compra.
 
Na Alexanderplatz está o Urania-Weltzeituhr, um relógio que mostra a hora dos mais diversos fusos horários, e a Torre de TV, uma das construções mais altas da Europa e de onde se pode ter uma bela visão de Berlim em 360 graus.

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Muro de Berlim

No terceiro dia fomos ao Memorial do Muro de Berlim, na Bernauer Strasse, com trechos remanescentes do muro que, 27 anos desde a sua queda, ainda exerce um grande fascínio nas pessoas.
 
O memorial recorda a divisão da Alemanha e transmite uma impressão sombria do muro e dos tempos da divisão. Diretamente situado na antiga zona fronteiriça da rua Bernauer Strasse encontra-se um pedaço do muro (aliás, é interessante notar que vários pedaços do muro foram deixados pela cidade, como um marco da sua história) com corredores fronteiriços e torre de observação.
 
A zona mostra a forma como os postos fronteiriços foram construídos e dá aos visitantes uma impressão marcante do muro, que outrora dividiu o país. A partir da torre, existe uma vista impressionante da parte preservada do posto fronteiriço e do monumento em memória da divisão da cidade e das vítimas que tentaram atravessar o muro.
Berlim, o caldeirão cultural
Posto Fronteiriço do Muro de Berlim (Foto: Jorge Santana/Acervo pessoal)

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Memorial do Holocausto

Dali seguimos de metrô para o Memorial aos Judeus Mortos da Europa ou simplesmente Memorial do Holocausto. Desenhado pelo arquiteto Peter Eisenman e inaugurado em 2005, o memorial consiste de 2.711 blocos de concreto cinza escuro e de alturas variadas, distribuídos em fileiras paralelas.
Berlim, o caldeirão cultural
Também faz parte do memorial uma sala subterrânea chamada de Local da Informação onde há uma exposição que documenta a perseguição e o extermínio dos judeus. Depois de mais uma caminhada por ruas e avenidas modernas e bem cuidadas, chegamos ao Checkpoint Charlie, um posto militar situado na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, na época em que existia o muro e a cidade era dividida.
 
Este posto era usado somente por membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros para passar da Alemanha Ocidental para a Alemanha Oriental. Atualmente é um dos locais mais procurados pelos turistas, desejosos de tirar uma foto da casinha com atores vestidos de guardas e da famosa placa informando “You are leaving the American sector”!

Jorge e Eloísa no Memorial do Holocausto (Foto: Jorge Santana/Acervo pessoal)

Comendo e bebendo

Boas cervejas, bons vinhos e boa gastronomia são encontrados em toda a cidade, a preços razoáveis para o padrão europeu. Dentre as várias paradas em restaurantes, bares e café, destacamos o Berliner Republik, com sua varanda às margens do rio Spree e o maravilhoso eisbein (joelho de porco).
 
Destaque também para o Boulevard Friedrichstrasse, um bistrô aconchegante que conta ainda com a simpatia do garçom Peter.
 
Encantados e surpreendidos, despedimo-nos de Berlim e seguimos para Helsinki, a bela capital finlandesa que vai ser o tema do próximo post, em breve.


*Jorge Santana e Eloisa Galdino - Viajantes colaboradores

 
#Berlim #Alemanha #Europa


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