por Brasil

Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro

Museu Nacional e Jardim Zoológico estão no mesmo complexo, sendo opção de passeio agradável e calmo


 
Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro

Nem só de praia e samba vive o Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa, além de ter sido agraciada pela natureza com paisagens de tirar o fôlego, foi o berço do Império e da República brasileira, sendo um lugar carregado de história. E a Quinta da Boa Vista é um local que consegue reunir um pouco dessa história, juntando à ela natureza e ciência, em um só passeio.
 
O parque municipal, situado no Bairro de São Cristóvão, abriga o Museu Nacional de Antropologia e Arqueologia e o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. As atrações são uma excelente opção para quem visita o Rio de Janeiro e quer fugir (ao menos por uma tarde) de roteiros mais badalados.
 
No caminho até o Palácio de São Cristóvão, o visitante se impressiona com a beleza dos jardins e dos lagos. O prédio foi utilizado como residência oficial da família real portuguesa, quando a Corte deixou a Europa, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. Depois, continuou sendo a residência da família imperial brasileira, após a Proclamação da Independência. Foi lá que Dom Pedro II nasceu e foi criado. Atualmente, o palácio abriga o Museu Nacional, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
 
MUSEU NACIONAL

Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro

O Museu Nacional, a mais antiga instituição científica do país e o maior museu de história natural e antropologia da América Latina, foi criado por Dom João VI, em 1818, passando a funcionar na Quinta da Boa Vista a partir de 1892. O acervo dele impressiona: são fósseis e réplicas de dinossauros, sessões dedicadas à evolução do homem e aos índios brasileiros, animais empalhados e muito mais.
 
Já na entrada, chama atenção do visitante o imenso meteorito batizado de “Bendegó”, constituído de ferro e níquel, que foi localizado no estado da Bahia, em 1784. A primeira tentativa de transporte do pedregulho foi desastrosa: devido ao seu peso (mais de cinco toneladas), a caminhonete que o transportava caiu desgovernada no Riacho Bendegó. A peça só chegou ao Museu, em 1888, graças a esforço de Dom Pedro II, verdadeiro entusiasta da ciência em nosso país.

Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro
O acervo conta ainda com múmias e sarcófagos egípcios, crânios humanos, peças de arqueologia pré-colombina e mediterrânea. Das múmias, destacamos a produzida pelos Jivaro, povo indígena da Amazônia Equatoriana. A obra “Cabeça mumificada produzida pelos Shuar (Jivaro)” chama atenção por possuir cabelo e ter a fisionomia praticamente intacta.

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Destaque para a sessão dedicada à cultura indígena, são cerca de 1.500 peças doadas ao museu pela Comissão Rondon, que desbravou o Brasil no Início da República. Através das peças dá para conhecer um pouco da cultura indígena, tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós brasileiros: são cintas de pena, colares, pingentes de pedra, pulseiras, cestos de palha, vasos e moringas de barro, dentre outros.

Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro
 
Há ainda uma sessão especialmente dedicada aos Karajás, que vivem na região norte do país, extremamente habilidosos com penas e plumas. Os imensos cocares e diademas prendem a atenção do visitante.
 
Mas sem dúvida a melhor sessão do museu é a dedicada à Paleontologia - um sucesso, principalmente entre as crianças. São diversas réplicas de dinossauros, fósseis reais e animais empalhados. Dentre as réplicas mais legais, destacamos o esqueleto de um titanossauro imenso (13 metros). É o tipo de coisa que você não acha que vai encontrar no Brasil. Mas encontra, vale a pena conhecer!

Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro

Além disso, é possível conhecer um pouco da nossa ‘megafauna’: você sabia que no Brasil existiam preguiças-gigantes há cerca de 1,8 milhões de anos atrás? Sim. E é possível encontrar o esqueleto de uma delas no Museu Nacional.
 
A sessão de zoologia impressiona: são 750 mil espécimes de vertebrados, mas não se assuste, nem todos estão expostos ao público. É possível ver mais de 30 aves de diferentes espécies, além de mamíferos já conhecidos, como a onça, o tamanduá-bandeira, a preguiça e o tatu. E outros não tão conhecidos, como o cachorro e o gato do mato, o caxinguelê, o cuandu, dentre outros.

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ZOOLÓGICO

Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro
Além de poder desfrutar da extensa área verde do parque e do acervo do museu, o visitante pode dar uma ‘esticadinha’ e ir ao Zoológico do Rio de Janeiro. Com uma área de 138 mil metros quadrados, o mais antigo zoológico do país conta com mais de dois mil animais, entre mamíferos, répteis, anfíbios e aves.
 
Na entrada do zoológico as boas-vindas ficam por conta do belo e imponente portão, datado de 1846, presente oferecido por um nobre inglês, pela ocasião do casamento de Dom Pedro I e Maria Leopoldina. Logo depois, suas belas alamedas, cercadas por palmeiras imperiais.
 
O zoológico se destaca por ter a maior coleção de primatas brasileiros e aves em exposição no país. Nele, o turista pode visitar algumas espécies da fauna brasileira ameaçados de extinção, como a arara azul, a harpia, o lobo-guará, o jacaré-de-papo-amarelo, o mico-leão-dourado, o tamanduá-bandeira e o urubu-rei. Há também animais de outros países, a exemplo do rinoceronte e do urso-pardo americano.
 


Há ainda a ‘Passarela da Fauna’. Inaugurada em 2004, a passarela é uma enorme rampa coberta sobre uma ampla área onde os animais transitam livremente, protegida lateralmente por grades e telas laterais, permitindo assim uma visão ampla das espécies, sem a sensação de confinamento.
 


RESTAURANTE
Quinta da Boa Vista: um passeio no Rio de Janeiro


Depois de tanto passear, se apertar a fome, vale a pena conhecer o ‘Restaurante Quinta da Boa Vista’, que funciona na antiga capela, desde 1954. Ele mantém as características originais da antiga construção e contém pinturas em estilo francês, além de móveis do Século XVI. Os garçons se vestem a caráter e você se sente num verdadeiro filme de época.
 


Os pratos do dia valorizam a culinária brasileira. No almoço estão disponíveis feijoada, caldeirada, cozido, rabada com polenta, cabrito e coelho à caçadora. Mas nada impede que se peça um dos carros-chefes da casa: o bacalhau a Zé do Pipo, o bacalhau ao forno ou o camarão a D. Pedro.
 


COMO CHEGAR
 
Para chegar à Quinta da Boa Vista pode-se usar o Metrô e descer na Estação São Cristovão. Fica logo ao lado e basta atravessar a rua. Caminha-se até o Museu da Quinta, e do lado direito, mais à frente, fica o Zoológico.


VISITAÇÃO E HORÁRIOS
 
A entrada para o Parque da Quinta da Boa Vista é gratuita, mas é preciso comprar ingresso para ir ao Museu Nacional e ao Zoológico. O precinho é bastante acessível.
 
- A visitação ao acervo e às exposições do Museu Nacional é livre e pode ser realizada de terça a domingo, das 10:00 às 17:00, e às segundas-feiras, das 12:00 às 17:00. Preço: R$ 6,00.
 
- O zoológico funciona de terça a domingo, das 09:00 às 17:00 horas, sendo que só é permitida a entrada até às 16:30. Preço: R$ 6,00.


Fotos: Wikipedia / Museu Nacional (Divulgação)
 
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